Insights 24 de abril, 2026 VOLTAR PARA O BLOG

Crescer ficou mais caro para quem não constrói marca

Fomos ao CMO Summit, um dos principais encontros de líderes de marketing do país, com um objetivo claro: entender como esses profissionais estão pensando o negócio hoje.

A discussão central não era sobre ferramentas ou tendências isoladas. Era sobre pressão por resultado, tomada de decisão e crescimento. Em mais de uma conversa, isso apareceu de forma quase explícita.

O que identifiquei foi uma mudança estrutural. A marca voltou ao centro do negócio, não como discurso, mas como um sistema diretamente ligado à eficiência do crescimento.

O contexto mudou

O ambiente se tornou mais complexo.

O volume de informação aumentou, o custo de produção de conteúdo caiu e a atenção se fragmentou, enquanto a pressão por resultado se intensificou. Nesse cenário, eficácia passou a importar tanto quanto escala.

A inteligência artificial acelera esse movimento ao ampliar acesso e reduzir fricções, mas também eleva o nível de exigência. O consumidor compara mais, investiga mais e confia menos. Isso expõe uma fragilidade recorrente: existe uma distância entre o que as marcas comunicam e o que conseguem sustentar.

Por isso, não é o volume de comunicação que sustenta uma marca. É a consistência entre o discurso e a entrega.

O descompasso no mercado

As discussões convergiam para um ponto comum. Empresas estão sendo pressionadas a crescer mais rápido e com mais eficácia.

Diante desse cenário, fica evidente um descompasso no mercado. Grande parte das empresas ainda opera com uma lógica ultrapassada de construção de marca, que separa branding de performance, trata marca como estética e concentra esforço em campanhas isoladas para construí-la.

O resultado é previsível. O crescimento fica mais caro, menos sustentável e dependente de estímulo constante.

Três pontos ajudam a explicar esse descompasso no mercado

1. Marca como eficiência de crescimento

A separação entre branding e performance deixou de fazer sentido, embora ainda persista na prática.

Marca não é mais um investimento de longo prazo desconectado do resultado, mas um fator que determina a qualidade desse resultado. Quando bem construída, reduz custo de aquisição (CAC), aumenta conversão, sustenta preço e melhora retenção.

Quando isso não acontece, o crescimento passa a depender de mídia e incentivo. Não por escolha estratégica, mas por falta de alternativa, o que tende a encarecer a operação e fragilizar sua sustentabilidade ao longo do tempo.

2. Marca se sustenta na execução

A percepção de marca não se forma apenas na comunicação. Ela é resultado da consistência entre discurso e entrega ao longo do tempo.

Produto, atendimento e pontos de contato funcionam como validação do posicionamento. Quando há desalinhamento, a comunicação perde força, porque não encontra sustentação na realidade.

É no descompasso entre estratégia e operação que a marca perde força. O desafio não está em definir o posicionamento, mas em sustentar consistência na execução.

3. Mais conteúdo, menos consistência

A inteligência artificial reduziu drasticamente o custo e o esforço de produção de conteúdo. O que antes exigia estrutura, hoje pode ser feito com muito menos recurso.

Isso ampliou o volume de comunicação das marcas, sem elevar, na mesma proporção, a qualidade. Ficou mais fácil falar, mas mais difícil sustentar.

Em um ambiente mais barulhento, o consumidor se torna mais desconfiado, compara mais, investiga mais e filtra com mais rigor.

Visibilidade perde valor. O que passa a diferenciar é consistência ao longo do tempo.
Marcas consistentes acumulam valor de forma progressiva, fortalecendo reconhecimento e confiança. As demais permanecem dependentes de picos de atenção que não se sustentam.

O ponto central

Esses movimentos não apontam para algo novo. Tornam mais evidente uma lógica que sempre esteve presente.

A marca deixa de ser uma camada de comunicação. Ela funciona como um sistema que organiza posicionamento, decisão, expressão e entrega.

Sem esse sistema, a estratégia perde direção, a execução se fragmenta e o crescimento passa a depender de esforço contínuo, sem ganho estrutural.

Não é uma questão de intensidade, mas de coerência entre o que se promete e o que se entrega.

Da estratégia à prática

Na prática, o que se observa é um padrão recorrente. As empresas conseguem formular estratégia, mas não conseguem sustentá-la.

A desconexão entre intenção e execução se manifesta em decisões inconsistentes, mensagens desalinhadas e experiências que não validam o que foi prometido. Não é um problema de criatividade, mas de estrutura.

É nesse ponto que a construção de marca falha. Estratégia e execução seguem caminhos paralelos, quando deveriam operar de forma integrada.

Foi a partir dessa lacuna que estruturamos o método Mapear, Direcionar e Navegar.

O princípio é simples: entender o contexto antes de decidir, organizar a direção com clareza e garantir consistência na execução e na percepção da marca.

Aplicar isso exige disciplina organizacional, não apenas clareza conceitual.

O que separa quem cresce de quem trava

O que está em curso não é uma tendência. É uma mudança na lógica de crescimento.

Empresas que tratam marca como estética ou como comunicação isolada operam com menor eficiência. Pagam mais para crescer, convertem menos e retêm pior.

À medida que o mercado se torna mais exigente e a informação mais acessível, essa ineficiência deixa de ser diluída e passa a ser evidente.

Construir marca deixa de ser escolha. Passa a ser condição para crescer com consistência.

O que separa quem cresce de quem trava não é intensidade de comunicação, mas a capacidade de alinhar estratégia e execução ao longo do tempo.

É nessa dinâmica que a maioria das empresas falha. E é justamente aí que surgem as maiores oportunidades de crescimento quando ela é bem construída.

Se esse é um desafio na sua empresa, vale a pena tratar esse tema com mais profundidade. Atuamos de ponta a ponta, da estratégia à execução.

Artigo escrito por Ludger Tamaoki, CEO da Brainbox.

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